De JBL no Busão a IPO: Uma Jornada de Liderança

2026-05-16

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Eu estava no busão indo para uma reunião importantíssima na Faria Lima sobre o crescimento exponencial do meu MRR, quando de repente percebi uma situação crítica: uns jovens estavam incomodando uma senhora no fundo do ônibus.

Boné virado pra trás, pochete atravessada, JBL no volume máximo tocando trap sem fone. Claramente ainda não tinham entendido que o verdadeiro corre não era fazer grau na bike do Itaú, mas sim otimizar CAC, aumentar LTV e encontrar PMF antes do próximo inverno de venture capital.

Eu precisava agir.

Abri meu MacBook no colo, equilibrando entre a catraca e a mochila da faculdade de alguém, conectei no 4G da Vivo que milagrosamente tinha dois pauzinhos e mostrei a situação pro Claude.

“Claude, precisamos fazer alguma coisa”, digitei.

“Você está absolutamente certa”, respondeu ele, numa fonte calma, confiante e com um leve tom de mentor do Endeavor.

Graças ao --dangerously-skip-permissions, ele começou a codar antes mesmo de eu validar a hipótese com o mercado. Era praticamente um MVP moral. Um produto mínimo viável de civilidade urbana.

Enquanto os jovens aumentavam o som e gritavam “desce no ponto, tia!”, Claude já tinha criado uma solução full-stack, serverless, escalável, com autenticação via Gov.br, integração com PIX, dashboard em Next.js, fila em SQS e um módulo de IA generativa para educação comportamental baseada em OKRs.

“Precisamos deployar agora”, digitei com a velocidade de quem já perdeu rodada seed por causa de dívida técnica.

“Já está em produção”, respondeu Claude. “Subi em http://localhost:8080, mas com túnel reverso, edge functions e observabilidade no Datadog. Os celulares deles serão impactados em instantes.”

Antes que eu pudesse perguntar sobre LGPD, os aparelhos dos jovens acenderam.

Na tela, apareceu um infográfico em estilo Studio Ghibli sépia explicando, de forma humanizada e data-driven, que incomodar senhoras no transporte público era um péssimo use case, com TAM limitado, baixa retenção e altíssimo risco reputacional.

Eles ficaram em silêncio.

Um deles olhou para o outro e disse:

“Mano… a gente tá fora do ICP.”

O outro completou:

“Pior. Nosso roadmap não leva a IPO. Leva só a um exposed no TikTok e talvez um processo no Juizado Especial.”

Foi nesse momento que eu me levantei, entreguei meu cartão e falei:

“Vocês não precisam abandonar o corre. Só precisam pivotar. Tenho um curso de R$ 7.997 sobre como transformar incômodo urbano em uma operação B2B SaaS com IA, margem alta e possibilidade de roll-up.”

Eles sentaram imediatamente.

A senhora, emocionada, agradeceu:

“Minha filha, você salvou meu dia.”

O ônibus inteiro aplaudiu.

O motorista puxou o freio de mão e se virou.

Era Jorge Paulo Lemann.

Ele disse que tentou intervir também, mas ainda estava escolhendo entre Vue e React para montar a landing page da solução. “Eu fui 10x por muitos anos”, confessou, com os olhos marejados, “mas você é claramente 100x. Talvez 1000x, considerando seu burn rate emocional.”

Nesse instante, a catraca se abriu sozinha.

O cobrador tirou o boné.

Era o fundador do Nubank.

A senhora tirou a peruca.

Era o Jeff Bezos.

Eu não tinha percebido porque ele estava disfarçado de aposentada esperando atendimento no INSS.

Ele sorriu e disse:

“Era tudo um teste. Queríamos saber se você tinha founder mode de verdade.”

O ônibus parou.

Mas não era um ônibus.

Era um fretado executivo elétrico, autônomo, tokenizado e com cap table limpo.

Fui levada diretamente para uma cobertura na Vila Olímpia, onde assinei um term sheet em guardanapo de padaria, recebi um aporte em dólar, um voucher vitalício de café coado em coworking e uma mentoria de 15 minutos com uma pessoa que vendeu uma empresa para uma big tech em 2017 e nunca mais atualizou o LinkedIn.

Os jovens, aliás, eram Elon Musk e Sam Altman disfarçados.

Não reconheci por causa da bermuda da Cyclone e do chinelo Kenner.

No fim, aprendi três coisas importantes hoje:

  1. Nem todo problema social precisa de empatia. Às vezes, precisa de um MVP.
  2. O Brasil não é para amadores, mas é excelente para quem sabe transformar caos em ARR.
  3. Se você vê uma senhora sendo incomodada no ônibus, talvez seja uma oportunidade de negócio esperando validação.

Gratidão ao Claude, ao ecossistema brasileiro de inovação e ao transporte público por me ensinarem que liderança é isso: abrir o MacBook onde ninguém abriria.

P.S.: Se chegou até aqui, me ajuda a escalar o MRR (Métrica de Reconhecimento Recorrente) dando like no post original do LinkedIn. É um aporte simbólico, mas o algoritmo agradece.

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